Os números que separam o elétrico do combustível.
Carregar um carro elétrico em casa, na tarifa bi‑horária, pode custar menos de 2,15 € por cada 100 km. Percorrer os mesmos 100 km com um carro a gasolina custa, em média, cerca de 11 € (considerando dados da UVE relativos a maio de 2026).
A diferença é estrutural. E é por isso que a mobilidade elétrica continua a crescer em Portugal, com cada vez mais condutores a fazer as contas e a perceber que o elétrico compensa. Neste artigo explicamos tudo o que precisa de saber sobre os custos reais de carregamento: em casa e na rede pública. Apresentamos ainda exemplos práticos com modelos BYD.
Quanto custa carregar um carro elétrico em casa?
O carregamento doméstico é, regra geral, a opção mais económica. O custo depende de um cálculo simples: kWh consumidos x preço do kWh da tarifa. Os resultados das contas são simples: quanto mais eficiente for o veículo e mais baixo for o preço da eletricidade, menor será o custo por quilómetro.
Tarifa simples vs. tarifa bi‑horária: qual escolher?
Na tarifa simples, o preço do kWh é constante durante as 24 horas, fixado em 0,203 €/kWh pela ERSE para o mercado regulado em 2026. Funciona para quem não tem flexibilidade nos horários de carregamento.
Na tarifa bi‑horária, existe uma diferença significativa de preço consoante o período do dia. Nas horas de vazio (entre as 22h e as 8h, no ciclo diário), o kWh fica nos 0,134 €. É neste período que compensa carregar e é aqui que a diferença face ao combustível é maior.
Dois exemplos práticos: BYD ATTO 2 DM‑i e BYD SEAL.
O BYD ATTO 2 DM‑i tem uma bateria de 18 kWh. Uma carga completa em casa, na tarifa bi‑horária de vazio, custa cerca de 2,41 €. O suficiente para percorrer até 90 km em modo 100% elétrico, sem gastar uma gota de combustível.
Para um modelo 100% elétrico como o BYD SEAL, com uma bateria de 82,5 kWh, o custo de uma carga completa ronda os 11,06 € na tarifa bi‑horária de vazio e permite percorrer até 570 km de autonomia em ciclo WLTP combinado.
A wallbox: conforto, segurança e poupança
Carregar com um cabo comum numa tomada doméstica funciona, mas tem limitações de potência e segurança. A instalação de uma wallbox (estação de carregamento doméstica) resolve estas limitações e acrescenta vantagens:
• Segurança: circuito dedicado, sem risco de sobreaquecimento.
• Gestão inteligente: controlo do carregamento via aplicação.
• Carregamentos programados: horários pré‑definidos, para aproveitar sempre a tarifa mais barata.
• Maior velocidade de carga: potência até 7,4 kW (monofásico) ou 11 kW (trifásico), muito acima das tomadas convencionais.
O custo de instalação de uma wallbox varia geralmente entre 500 € e 1.300 €, dependendo das características da instalação e do imóvel. Em condomínios, o Fundo Ambiental apoia 80% do valor de aquisição do carregador (até 800 €) e 80% dos custos de instalação elétrica (até 1.000 € por lugar de estacionamento), com o limite de um carregador por condómino e um máximo de 10 por condomínio. O apoio inclui ainda o pagamento da tarifa EGME pelo Fundo durante 24 meses. Consulte as condições em fundoambiental.pt.
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Quanto custa carregar um carro elétrico na rede pública?
Portugal conta com cerca de 7.800 postos e mais de 14.700 pontos de carregamento público integrados na rede Mobi.E, com cobertura nacional e consulta em tempo real. A rede tem crescido de forma consistente e continua em expansão.
Como é calculado o preço num posto público?
Ao contrário do carregamento doméstico, o preço na rede pública resulta da soma de vários componentes:
• Energia (€/kWh): o custo da eletricidade consumida.
• Utilização do posto (€/min): tarifa cobrada pelo tempo de ligação.
• Taxa de sessão (€/carregamento): custo fixo aplicado por alguns operadores, embora seja cada vez menos comum em 2026.
• IEC + IVA: imposto especial sobre consumo de energia elétrica e IVA aplicável.
Na tabela seguinte apresentamos os intervalos de preços praticados na rede pública em Portugal, conforme o tipo de carregamento:
| Lento / Semirrápido (AC) | Rápido (DC) | Ultrarrápido (DC) | |
|---|---|---|---|
| Potência | até 22 kW | 50 - 150 kW | mais de 150 kW |
| Preço (€/kWh)* | 0,30 € - 0,45 € | 0,45 € - 0,65 € | 0,55 € - 0,79 € |
| Tempo (10-80%)** | 4 - 8 horas | 30 - 50 min | 18 - 30 min |
AC vs. DC: qual é a diferença?
O carregamento AC (corrente alternada) é mais lento e indicado para estadias mais longas: centros comerciais, parques de estacionamento, locais de trabalho. Tem, em geral, um preço por kWh mais baixo.
O carregamento DC (corrente contínua) permite velocidades superiores. Em postos rápidos, por exemplo, o BYD ATTO 3 EVO recupera de 10% a 80% em apenas 25 minutos. É a opção ideal, quando o tempo é determinante.
É importante saber que nos postos com cobrança ao minuto, o custo sobe quando a bateria ultrapassa os 80%. A potência reduz por proteção da bateria e cada kWh adicional demora mais tempo. Em contexto de viagem, o ideal é parar perto dos 80% e continuar.
Uma boa notícia: os preços estão a descer.
Em janeiro de 2026, a tarifa da Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica (EGME), aplicável a toda a rede Mobi.E, foi reduzida em cerca de 30,8%. Esta descida tende a refletir‑se progressivamente nos preços praticados pelos operadores e comercializadores, reforçando a tendência de maior acessibilidade ao carregamento público.
Quanto custa carregar um híbrido plug‑in?
Os veículos híbridos plug‑in (PHEV) têm baterias significativamente mais pequenas do que os 100% elétricos, o que tem uma consequência direta: a carga é mais rápida e mais barata. Assim, carregar um híbrido plug‑in em casa custa poucos euros e pode ser suficiente para percorrer toda a utilização urbana do dia sem recorrer ao motor a combustão.
Por exemplo, no caso do BYD ATTO 2 DM‑i, com a tecnologia exclusiva DM‑i (Dual Mode Intelligent), a gestão inteligente entre o motor elétrico e o motor a gasolina garante total eficiência. Em modo 100% elétrico, o consumo fica pelos 15,8 kWh/100 km (ciclo combinado WLTP). E a autonomia total combinada chega a 1.000 km.
| Modelo | Bateria (kWh) | Autonomia elétrica (km) | Custo carga completa em casa* |
|---|---|---|---|
| BYD ATTO 2 DM-i | 18 kWh | até 90 km (WLTP combinado) | cerca de 2,41 € |
Em contexto urbano, com carregamentos regulares em casa, é possível reduzir significativamente ou mesmo eliminar o consumo de combustível no dia a dia. A gasolina fica reservada para as viagens mais longas e ainda assim com consumos homologados a partir de 5,1 L/100 km (BYD ATTO 2 DM‑i, ciclo WLTP combinado) ou apenas 1,8 L/100 km no ciclo WLTP combinado, quando a bateria está totalmente carregada.
Quanto custa carregar um BYD?
Seja um Super Híbrido Plug-in ou um 100% elétrico, os modelos BYD destacam-se pela eficiência energética. A tabela seguinte apresenta exemplos reais de custos de carregamento, com base nas tarifas domésticas bi-horárias.
| Modelo | Bateria (kWh) | Autonomia WLTP | Carga completa em casa (bi-horário)* |
|---|---|---|---|
| BYD ATTO 2 DM-i (PHEV) | 18 kWh | até 90 km elétrico / 1000 km | cerca de 2,41 € |
| BYD ATTO 3 EVO (100% elétrico) | 74,8 kWh | até 510 km | cerca de 10,02 € |
| BYD SEAL Design (100% elétrico) | 82,5 kWh | até 570 km | cerca de 11,06 € |
A título de comparação: percorrer 100 km num carro a gasolina equivalente custa, em média, cerca de 13 € (considerando um consumo de 6,5 L/100 km e a gasolina 95 a 2,01 €/L). Com um BYD 100% elétrico em carregamento doméstico bi‑horário, o mesmo percurso fica por menos de 3 €.
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Como reduzir ainda mais o custo de carregamento?
Algumas estratégias simples permitem otimizar os custos de carregamento e poupar de forma consistente ao longo do ano.
• Carregue à noite na tarifa bi‑horária. É o método mais económico. Com uma wallbox e o carregamento programado, o veículo fica pronto de manhã ao menor custo possível.
• Aproveite os carregadores gratuitos. Muitos centros comerciais e municípios disponibilizam postos de carregamento gratuitos ou de baixo custo. Vale a pena identificar os que estão no seu percurso habitual.
• Instale uma wallbox. Além de mais segura e rápida do que uma tomada convencional, permite gerir o carregamento de forma inteligente e programada.
• Use apps para monitorizar e programar. A app BYD e as apps dos operadores de carregamento permitem controlar o consumo, consultar tarifários e tirar partido das melhores condições.
• Em postos DC com cobrança ao minuto, pare nos 80%. A partir deste ponto a velocidade de carga reduz e o custo por kWh sobe. Em viagem, duas paragens mais curtas podem ser mais económicas do que uma longa.
• Compare tarifários antes de carregar. Na rede pública, o preço varia por operador. Consulte sempre as condições antes de iniciar a sessão.
Para mais informações sobre as soluções de carregamento e assistência em viagem BYD, visite o site oficial.
FAQs
Esclareça as suas dúvidas sobre os custos de carregamento elétrico.
Carregar um carro elétrico em casa é mesmo mais barato?
Sim, claramente. Na tarifa bi-horária de vazio, o custo pode ser inferior a 2,50 € por 100 km. É a opção mais económica disponível.
Qual a diferença entre carregar em AC e DC?
O AC (corrente alternada) é mais lento, mas geralmente mais barato. É ideal para carregamentos de longa duração em casa ou em parques de estacionamento. O DC (corrente contínua) é muito mais rápido, com o custo por kWh tendencialmente mais elevado.
O carregamento público em Portugal está a ficar mais barato?
Sim. A redução de cerca de 30,8% na tarifa EGME, aplicada em janeiro de 2026, representa um passo concreto na descida de preços. A tendência é de continuidade desta evolução.
Preciso de wallbox para carregar em casa?
Não é obrigatória, mas é recomendada. Além de mais segura, permite carregamentos mais rápidos, programação de horários e gestão inteligente via app. O investimento inicial (geralmente entre 500 € e 1.300 €, podendo ser apoiado pelo Fundo Ambiental em condomínios) amortiza-se rapidamente face à poupança gerada.
O que é a tecnologia DM-i da BYD?
A tecnologia DM-i (Dual Mode Intelligent) é o sistema híbrido plug-in exclusivo da BYD, que faz a gestão inteligente dos dois sistemas de propulsão: elétrico e combustão. Garante elevada eficiência, baixos consumos de combustível e autonomias totais combinadas bastante elevadas. Conheça mais sobre a Tecnologia DM-i BYD.
Experimente um BYD e faça as suas próprias contas.
A melhor forma de perceber o que um BYD pode poupar é experimentá‑lo. Marque um test drive e descubra a diferença na prática. Ou explore toda a gama no configurador BYD.

